Eu, homem abjeto
August 28, 2005Objeto abjeto, eis o que sou
Com uso, sem uso
Sem luxo, com lixo
Ao vento,
Sigo como lixo
Sem nicho algum
Tapete, homem objeto
Pise e use
Mas no final
Lave e perfume
E como adorno raro
Afague-me
Objeto abjeto, eis o que sou
Com uso, sem uso
Sem luxo, com lixo
Ao vento,
Sigo como lixo
Sem nicho algum
Tapete, homem objeto
Pise e use
Mas no final
Lave e perfume
E como adorno raro
Afague-me
Migrando.
Vivendo.
Eram os saxões estrangeiros
Em terras varonis
Aportando-se nas britânicas ilhas
Sem pontualidade.
Viva a Saxônia! Morte aos celtas!
Eram os europeus estrangeiros
Em terras varonis
Cá chegando Colombo
Atrasado centenas de anos.
Viva a Europa! Morte aos silvícolas!
Era um brasileiro estrangeiro
Em terras varonis
Quando por pura inglória
Assemelhou-se a outro estranho.
Morte (!). Morte (!).
Migrando.
Morrendo.